segunda-feira, 16 de agosto de 2010

DESÍGNIO

NA ARTE A VIDA REPETE

VISLUMBRO O TÊTE-À-TÊTE

EXPERIMENTO O TILINTAR

PERFAZENDO SUAVE PALAVREAR

AO DESÍGNIO DA CONHENCENÇA

ENQUANTO O PAROLAR

CELEREMENTE A INSTIGAR

NO EMPENHO DE CONFIGURAR

IMPETUOSO DESEJAR

DE LONGE APROXIMAR

DONDE MINHA FOLGANÇA QUAL

DE VIS-À-VIS TALHE SEM IGUAL

DE AUGUSTO VISÓRIO AMORÁVEL

POMPEANDO TEU SURGIR

COMIGO POSSO CONVIR

TAL JAMAIS IRÁ PERIMIR

DO MEU SENSO PENSÁVEL

VOLÚPIA

VIR OU VER, REVEJO A OPÇÃO

NO VESTÍGIO VOU À DIREÇÃO

DE ANTEVER DE ANTEMÃO

A VOLÚPIA VOLÁTIL

DA VIOLETA, NO VIOLAL

VOLVENDO-SE COM ARDIL

NA VIOLÊNCIA DO VENTO

ORA MACIO, ORA HOSTIL

QUANDO TUDO TERMINA EM CALMA

ACENTUADA VIVACIDADE NA ALMA

INCRIVELMENTE MAIS ENCORPADA

ESPÍRITO PLENO DE CRESCIMENTO

VAI VER E SENTIR-SE OLHADA

NO CORPO COM MAIS ASSENTO

domingo, 11 de julho de 2010

POR QUE SERÁ?

Certo dia do mês
A paixão forte
Ajoujado ao consorte
A comunhão se fez

A vida engrena
Dividindo espaços
Mas tenros abraços
Metamorfoseiam a cena

Eternamente,
Se correspondido
Porém, iludido
Não vi o indiferente

Se a voz fizesse eco
Logo, hoje estaria
De plena confraria
Sob igual teto

O destino, quiçá
Não quis
( Contigo ) Me ver feliz
Por que será?

É O AMOR?

O destino hilário
Fazia crer
Majestoso relicário
O que há de ser?

Amorável eloquência
Ignota também
Sequaz mainça
O convivente detém

Por excelência
A questão esquadrinha
Se na pura essência
Ou na vida minha

Deleite voluptuoso
Ostentando o tirânico
A desluzir o portentoso
No maísculo amorico

Um blasfemador
Ou bom catiço?
Será isso amor
Ou amor é isso?

segunda-feira, 14 de junho de 2010

ENTARDECER

AO SABOR DA MOCIDADE
NA VIDA MUITAS EMOÇÕES
TANTOS DESEJOS, ILUSÕES
E CLARO, A PECULIAR VELEIDADE

LEMBRO A RUAZINHA DE TERRA
AGORA BEM MODIFICADA
TAMBÉM TEM A CALÇADA
FICAVA NO PÉ NA SERRA

COMO NÃO LEMBRAR COM PRAZER
DA JUVENTUDE, AS TARDES DE GAROA
O ARCO-IRIS, O SOL QUE SE ESCOA
A MENINA A PASSAR. OH!, ENTARDECER!

ENTARDECER MOMENTO SAGRADO
SURGIA NO CÉU A AVE DESABRIGADA
VOANDO A PROCURA DA SUA MORADA
E NA ESQUINA, A SURGIR, ANJO ABENÇOADO

NA VARANDA EU FICAVA A ESPERAR
SÃO LEMBRANÇAS QUE COMOVEM
NO ENTARDECER AQUELA JOVEM
VINHA NA MINHA RUA PASSAR

CORRIA COM EMPOLGAÇÃO
SÓ PARA VÊ-LA PASSAR
NO SEU SUAVE BALANÇAR
ILUMINANDO O MEU PORTÃO

A TARDE SEMPRE A CAIR, POIS..
NA RUA COM MENOS PÓ
HOJE ELA JÁ NÃO PASSA SÓ
MAS JUNTOS, SIM, PASSAMOS OS DOIS

quinta-feira, 6 de maio de 2010

MUSICOMANIA

O dia é de relaxidão
Afinal é domingo
Procrastinado o xingo
Façamos da vida canção

A viola bem afinada
De sobreaviso o drinque
Sem qualquer achinque
Do tragadeiro, só toada

De lês-a-lês, banido o lerdo
Todavia, ajoujado a calma
Com transparência na alma
Poetificamos o verbo

Encetando bom toar
Com sabor de serenata
Frenteado a bela açafata
Óh! impetuoso embate de olhar

Excelsas da empatia
Prudente em delinear
No horizonte prenunciar
Conúbio a se contiguar
Salve! Salve! Musicomania!

terça-feira, 6 de abril de 2010

HÁ DE VIR

Árduas são as veredas
Nos momentos sem guarida
Nesses instantes da vida
Titubeamos nas alamedas

No manadeiro do horizonte
Mister é pompear o brio
Nas pugnas dos desafios
Até bispar-se a fonte

Na vida, tudo tem arranjo
Como do letargo ao despertar
Já lobriguei no entremostrar
Tão majestoso arcanjo

Insigne pundonor
Alentadoras virtudes
Bendizemos amiúde
Talhe tão encantador

Fortuito fico a sorrir
Da remissão, dadivosas táboas
Pra lenitivo de minhas mágoas
Meu bálsamo há de vir