quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

CANÇÃO DE AMOR

Do teu bojo a linhagem
Por denotada referência
Com substantiva coragem
Respaldado em anuência
Como sendo homenagem
A sabida proveniência

Uma estirpe do labor
Persistência., tua vitória
Cristalizada na docência
Soube buscar na glória
O que virtuosa providência
Escreveu na tua história

Teu talento.., nem gracioso
Nem tão pouco ao acaso
Mas genuíno belicoso
Com suporte de embaso
Arraigado ao generoso
Sem contemplar o defaso

Raízes de tradição
Cada qual um esteio
Que não se arranca na mão
Por maior seja o anseio
Vais bater no paredão
Se não tiver o tenteio

Ah, que emblema indolor
Conduz no teu bojo o brilho
A espargir luzente na cor
Cantando o mesmo estribilho
Vibrante com muito ardor,
Na parceria de mútuo auxílio
Entoa sempre canção de amor

sábado, 3 de janeiro de 2009

FLOR DO SUL

Olho e vejo no floral
Uma flor que vinga
Com o vento sinto a ginga,
Será uma flor-de-carnaval?

Pela dualidade da tua cor
Creio venhas da distância
A trazer tua fragrância
Será uma flor-de-amor?

Pregou raízes de emoção
Na terra do Rio Grande
Na tua afinidade que bande
Em regozijo do pulsante coração

Aroma sublime que abraça.
Uma paga que a engalana
Dávida que te faz humana
Prá brindar ao mundo tua graça

Flor-de-pérolas, tens carmim
Seguido do estilo régio
Bendigo o privilégio
Por tê-la no meu jardim

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

RECESSÃO?

No infortúnio da vida
Fatalidade faz apronto
Perco o chão, a guarida
A desventura deixa tonto
O alucinado faz base a vida
No ofício já não marco ponto

O agravo se instalou
As dívidas evoluíram
O mundo desmoronou
Os vizinhos sumiram
A conta bancária zerou
Os amigos partiram

Tendo já o mundo ruído..
Evidencio algo valioso
Não ficarei desenxabido
Devo até ficar orgulhoso
Nem tudo está perdido
Eis que sou ainda vitorioso

Detenho, todavia, um espaço
Dono sou, de um quinhão..,
O fôlego a tirar cansaço
Ainda tenho a razão
Faço alavanca do braço
E no peito, forte bate um coração

Tudo perdido? Ledo engano!
Agora vem recomeço
Como vês, sou humano
Dádiva Divina, qual mereço
Discernimento, disso, me ufano
Afinal, um cérebro não tem preço

domingo, 9 de novembro de 2008

ELO DA CORRENTE

Dei um alô ao elo
Quero saber do teu laço
Sei, és generoso e belo
E como é forte o teu abraço
Ademais no mundo não há martelo
Capaz de trincar teu aço

Dei um alô ao elo
Quero saber do teu elã
Sendo seguro o teu castelo
Por que constróis barbacã ?
Se poderás fecundar anelo
Assim, talvez, fuja-nos o amanhã

Dei um alô ao elo
Num convite a jantar
Quem sabe arreda-se o paralelo
Que vá para sempre a soçobrar
Esse infausto clima austero
Da incerteza a nos fustigar

Viva! O elo ouviu meu alô
Veja só..., o elo me deu ouvidos
Tá bom.., tá bom.., eu vou..,
Dizia.. , -- elo é pra viver unido
Pois o que seria do amor
Se os elos fossem partidos?

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

LIBERDADE

Ser livre é absoluto
Se tenho um alvo
Mas estarei a salvo
Do que pode ser dissoluto?

Tenho de ficar atento
Prá evitar o embuste
Para que não fruste
O próprio pensamento

Malambas do entremeio
Vem tungar amor próprio
Com denodo afasto esse ópio
A escampar malsinado anseio

Um selenita posso ser
Ou o que ditar o juízo
Faço da enxovia esconderijo
Só, não, de mim posso esconder

domingo, 14 de setembro de 2008

AO VINHO

A vitivinicultura é um dos seguimentos da economia que não sofre solução de continuidade quanto ao avanço no ganho em tecnologia e qualidade em toda sua cadeia produtiva até o produto final, o vinho, além do que, um mercado de contexto fomentador de trabalho remunerado e expressivo gerador de divisas.
Como admirador do bom vinho, em rimas, manifesto meu apreço por essa bebida tão apreciada por muitos, desde os mais remotos tempos da civilização humana, até os atuais tempos, vem, literalmente, fermentando influências quanto ao aspecto social aglutinador no despertar agregador das afinidades interpessoais, haja vista que vem sendo nosso companheiro tanto nos sublimes momentos como encorajador em circunstâncias outras de nossas vidas.



AO VINHO



Miolo de pote, quiçá , mais adorado
Do incauto ao mais arguto
Teu efeito sempre acatado
Por peculiar estilo de ser astuto


Sobretudo, se ao tempo adequado
Dar-se o acolhimento do teu fruto

A natureza em que fermentarás
Seja em qual tempo repousado


No metal ou madeira descansarás
Quinta qual, fores idealizado
Singela ou nobre safra resultarás?
Vale! que sempre serás venerado



No âmago de solo fértil
Na força das raízes
Em estado inda pueril
Vais aflorar as matizes


Glorificarás sabor em barril
Para ao amor brindarmos felizes

Branco, rose ou tinto
Seja especial ou fino


No ar o perfume sinto
Parece escuto um hino
Imáculo, à cristal fazer vinco
Aos acordes d’um violino



Na tua ingestão disciplinada
Nenhum preceito feres
Por singular ou estilizada
No tempo, confrades aderes
Com tua performance requintada
A boa descontração conferes

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

HINO

HINO


Augusta! Beneficente!
Tua história é secular
Com harmonia consciente
Soube sempre avançar



De pé! e a ordem!
Caríssimos irmãos
Com união incondicional
Obreiros da reconstrução
Perseverança fraternal
No templo de salomão
Ostenta teu avental



Fez! boa fé no ilustrado
Combatendo a opressão
Sem reivindicar louvado
Ao que é da obrigação



De pé e a ordem ..........



Se! liberdade vais pensar
Pelotas é nossa cidade
Se! igualdade vais trilhar
Chega na fraternidade!



De pé e a ordem.....




Hino à Fraternidade