ESTAVA ELE ACABRUNHADO E RAZÕES "MIL" PARA SER TRISTE
ATÉ PARECIA VOCAÇÃO, SENÃO UMA ESPADA EM RISTE
A VIR COM AR VELÍVOLO EM MESMA DIREÇÃO
QUANDO NEM BEM SUAVIZANDO UMA DOR
APORTAVA OUTRO INESPERADO E ACRE DISSABOR
COMO SE TORRENTES TEMPORAIS FOSSEM, DE VERÃO
A MACULAR A VIDA EM DESGASTES DESCOMUNAIS
SEM TER CONTAS A LANÇAR TANTAS ANGÚSTIAS MALEVAS
ENCANTOADO, VÊ UMA FENDA DE LUZ NAS TREVAS.
NA CONTINGÊNCIA DE SUCUMBIR A ESMO
PASSA A CONFABULAR CONSIGO MESMO
NO ANSEIO A MANTER-SE ESTIMULADO
NA APERTURA SUFOCANTE PÕEM-SE A "SONHAR ACORDADO"
O PENSAMENTO É FERRAMENTA A OPERAR
COMO GESTOR DE SI MESMO ORDENA A MENTE A TRABALHAR
NA BUSCA DE SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS
A BEM DA ORDEM, A MENTE A RETIRAR TREMAS
E O CÉREBRO QUE NEM IMENSA COLMÉIA
NESSA NOVA ORDEM, OBSÉQUIA A IDÉIA
-NA ARTE DO PINCEL DARÁS VIDA ÀS TELAS!
NESSA VAZÃO EXTRAVASARÁS TUAS MAZELAS!
QUANTOS MAIS DESALENTOS SE CONSAGREM-MAIS CRIAÇÕES!
TRISTEZAS, AGORA, MATÉRIAS-PRIMAS, ESTARÃO
A RENDER TRIBUTOS POR NOVA VISÃO
NA VIDA DO LIVRE ARBÍTRIO, BOM ARGUMENTO
PARA USAR O PODER COLOSSSAL DO PENSAMENTO
POR DETENTOR DESSE NOBRE INSTRUMENTO:
-A CONSISTIR NUM CÉREBRO E UMA MEMÓRIA.
AO QUE JÁ ESBOÇAVA EPÍLOGO, FAZ PREFÁCIO DA HISTÓRIA
AH!.., NÃO FOSSEM DESCONFORTOS
A COLOCÁ-LO ABSORTO
COM CERTEZA HOJE O INFORTÚNIO, POR INTEIRO
SERIA, QUEM SABE, BOM COMPANHEIRO
POR INCRÍVEL POSSA ÀS VEZES PARECER
SEJA SONHO, OU NÃO, OS APUROS LEVAM A CRESCER
PELA SABEDORIA POSTADA À PORTA
E AQUILO A AFIGURAR-SE LETRA MORTA
COMO DIZEM:..,-NA PERSISTÊNCIA SE CONFORTA
SE BEM ESCREVERMOS, AINDA QUE EM LINHA TORTA
terça-feira, 2 de novembro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
CANTORA
PECULIAR JEITO DE SER
É TUA BELEZA SEM-PAR
VOZ DE INSINUANTE PRAZER
QUERO OUVI-LA CANTAR
TREJEITOS DO IMPROVISO
E POSTURA ELEGANTE
LUZÍDIO É O SORRISO
A PRESENÇA, MARCANTE
COMO NÃO ADMIRAR
SE ÉS PURA DE SIMPATIA
E O TEU LÍRICO CANTAR
A TODOS CONTEMPLA ALEGRIA
QUEM DERA EU SER CANÇÃO
ENSEJANDO-ME NOTÓRIO
PARA TER UM DIA A EMOÇÃO
DE SER DO TEU REPERTÓRIO
TEU NOME? AH! TEU NOME!
SÓ SABE MEU CORAÇÃO
POIS O INICIAL SE ESCONDE
NA PALMA DE MINHA MÃO
É TUA BELEZA SEM-PAR
VOZ DE INSINUANTE PRAZER
QUERO OUVI-LA CANTAR
TREJEITOS DO IMPROVISO
E POSTURA ELEGANTE
LUZÍDIO É O SORRISO
A PRESENÇA, MARCANTE
COMO NÃO ADMIRAR
SE ÉS PURA DE SIMPATIA
E O TEU LÍRICO CANTAR
A TODOS CONTEMPLA ALEGRIA
QUEM DERA EU SER CANÇÃO
ENSEJANDO-ME NOTÓRIO
PARA TER UM DIA A EMOÇÃO
DE SER DO TEU REPERTÓRIO
TEU NOME? AH! TEU NOME!
SÓ SABE MEU CORAÇÃO
POIS O INICIAL SE ESCONDE
NA PALMA DE MINHA MÃO
sábado, 4 de setembro de 2010
BOCA NEGRA
Fazemos aqui algumas rimas, visto que a ideia é fazer justa e merecida homenagem ao cão, tão decantado fiel amigo do homem, bem como, pelo desprendimento, literalmente de seu faro de sempre estar ao nosso lado, seja como guarda ou vigia, caçador, como guia, sinalizador, simplesmente companhia ou como trabalhador, desenvolvendo sobretudo nos pampas gaúchos, atividades de acentuado risco a que se submete como é o caso das lides campeiras de auxiliar no pastoreio junto aos rebanhos de animais e até mesmo se eventualmente hostilizado jamais esboçou qualquer reivindicação de ressentimento, vingança ou sentimento de rancor - pelo contrário - sempre fiél amigo e disposto a servir seus donos, independentemente do que lhes dêem para comer ou dormir seja comida farta ou não, durmam em lugares especiais ou ao relento, demonstram sempre a predisposição de lealdade a seus donos.
.
Boca negra,
Era um cachorrinho
Que criei com carinho
Desde que nasceu
Pois, logo sua mãe morreu
Desde pequerrucho gostei dele
Baldoso como só ele
Também pudera! Criado na mamadeira
Até achei que ia dar porqueira
Que nada! Peguei confiança nele
.
Vejam só o destino
Numa manhã, bem cedinho
O boca negra, filhotinho
Se encaminhou prá mangueira
Quando vi, digo: -Mas que asneira!
Quase noventa patas em pisoteio
E o cusquinho indefeso ali no meio
Taí coisa que até hoje me assusta
Aquela saudosa cusca
Em socorro ao filhote, parou rodeio
.
Quando lembro, dá saudade
Quanto mais ele crescia
Mais boca negra surpreendia
Na verdade era um peralta
Da mãe parecia nem sentir falta
Claro, essas coisas não compreendia
Que a mãe morrera prá defender a cria
Dizem, foi coisa rara
Um só coice na cara
Tirou-lhe a luz do dia
.
Sempre ativo, boca negra
Logo começou dar sinal
Que seria um bom animal
E que daria bom campeiro
Percorria todo o potreiro
E sem cansaço e animado
Donde tirara esse legado
De tamanha vocação
Nunca recebera adestração
Eta! cusquinho folgado!
.
Certa tarde me fui banhar na sanga
Só mesmo a fazer "foliria"
Passei na estrebaria
Levei por diante um garrote
Que saiu no trote
Boca negra, sem serventia
Em volta ficava de correria
Agarrado que nem cambicho
Mordia o focinho do bicho
Tapava o coitado a judiaria
.
Nadei um monte, até cansar
Voltei pro galpão
Cheio de empolgação
Encilhei o pingo no capricho
Há tempos não fazia isso
A noitinha fui dar uma fresteada
Num baile de cola atada
Eu, gurizote meio perverso
Atravessei o lageado do Celso
Prá bem de dar uma dançada
.
Cheguei no bochincho
E não me parei de rogado
Dei uma olhada pro lado
Uma prenda já sorriu
Senti aquele arrepio
Escutei a acordeona roncando
E já saimos dançando
Grudados que nem carrapato
É hoje que eu desempato
E assim fomos bailando
.
O baile buenaço por demais!
E lá ficamos dançando "de par"
Como se dizia naquele lugar
Dançamos uma barbaridade!
Até parecia uma tempestade
A poeira que levantava
Mas jamais imaginava
Nem teria como prever
O que estava prá acontecer
Nessa hora, só em dançar eu pensava
.
Já começando a madrugada
Chegam três "cueras", dois eram da escola
Conheci jogando bola
O maior deles, filho dum fazendeiro
Aliás, era nosso lindeiro
Gostava da moça, eu não sabia
Mas até ali, desfeita não fazia
De repente! Ficou mais ouriçado
Eu já me parei desconfiado
Coisa feia eu já previa
.
O sangue ferveu nas veias
Ao querer levar mão na trança
Esqueci que eu era quase criança
E que a sorte me defenda
Puxei pro lado a prenda
Sampei-lhe um tapa no ouvido
Só escutei um gemido
Saltamos prá fora peleando
E no soco fomos tramando
Quem manda ser atrevido
.
Eram três contra um
Mas desde guri fui metido a macho
Descemos lançante abaixo
E a "pauleira" pegando
Fui me desdobrando
Já sentindo o sufoco
Levando, mas distribuindo soco
Até que dois cansaram
Ou quem sabe se acovardaram
Pensei, agora eu pego esse caboclo
.
Ficou só o filho do estancieiro
Que continuava vindo
Eu já cansado mas reagindo
Quando alguma coisa ele saca
E vejo o clarão duma faca
Que já me cutucava
E eu só me esquivava
A carneadeira já me lambia
Mas no tapa eu retribuia
Senti que ele cambaleava
.
Aquele dia estava eu para o amor
Não era um bom dia prá briga
Senti um beliscão na barriga
E já escutando um barulho
Bati num pedregulho
Desprevenido enxerguei subir o braço
Vi que na mão tinha o aço
Eu já começava a ficar aflito
Quando escutei aquele grito
Digo, agora me desembaraço!
.
Pois a boca do meu cusco
Arrancou-lhe o garrão
Só precisei de um assoprão
Prá terminar com o tinhoso
Não é que esse cusco manhoso
Deixou-me mais orgulhoso
Desde que saí da estância
Sem eu saber acompanhara à distância
Nessa empreitada que quase morro
Não fosse do meu cusco o socorro
Mas bah! Como deu bom, boca negra, meu cachorro!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
DESÍGNIO
NA ARTE A VIDA REPETE
VISLUMBRO O TÊTE-À-TÊTE
EXPERIMENTO O TILINTAR
PERFAZENDO SUAVE PALAVREAR
AO DESÍGNIO DA CONHENCENÇA
ENQUANTO O PAROLAR
CELEREMENTE A INSTIGAR
NO EMPENHO DE CONFIGURAR
IMPETUOSO DESEJAR
DE LONGE APROXIMAR
DONDE MINHA FOLGANÇA QUAL
DE VIS-À-VIS TALHE SEM IGUAL
DE AUGUSTO VISÓRIO AMORÁVEL
POMPEANDO TEU SURGIR
COMIGO POSSO CONVIR
TAL JAMAIS IRÁ PERIMIR
DO MEU SENSO PENSÁVEL
VISLUMBRO O TÊTE-À-TÊTE
EXPERIMENTO O TILINTAR
PERFAZENDO SUAVE PALAVREAR
AO DESÍGNIO DA CONHENCENÇA
ENQUANTO O PAROLAR
CELEREMENTE A INSTIGAR
NO EMPENHO DE CONFIGURAR
IMPETUOSO DESEJAR
DE LONGE APROXIMAR
DONDE MINHA FOLGANÇA QUAL
DE VIS-À-VIS TALHE SEM IGUAL
DE AUGUSTO VISÓRIO AMORÁVEL
POMPEANDO TEU SURGIR
COMIGO POSSO CONVIR
TAL JAMAIS IRÁ PERIMIR
DO MEU SENSO PENSÁVEL
VOLÚPIA
VIR OU VER, REVEJO A OPÇÃO
NO VESTÍGIO VOU À DIREÇÃO
DE ANTEVER DE ANTEMÃO
A VOLÚPIA VOLÁTIL
DA VIOLETA, NO VIOLAL
VOLVENDO-SE COM ARDIL
NA VIOLÊNCIA DO VENTO
ORA MACIO, ORA HOSTIL
QUANDO TUDO TERMINA EM CALMA
ACENTUADA VIVACIDADE NA ALMA
INCRIVELMENTE MAIS ENCORPADA
ESPÍRITO PLENO DE CRESCIMENTO
VAI VER E SENTIR-SE OLHADA
NO CORPO COM MAIS ASSENTO
NO VESTÍGIO VOU À DIREÇÃO
DE ANTEVER DE ANTEMÃO
A VOLÚPIA VOLÁTIL
DA VIOLETA, NO VIOLAL
VOLVENDO-SE COM ARDIL
NA VIOLÊNCIA DO VENTO
ORA MACIO, ORA HOSTIL
QUANDO TUDO TERMINA EM CALMA
ACENTUADA VIVACIDADE NA ALMA
INCRIVELMENTE MAIS ENCORPADA
ESPÍRITO PLENO DE CRESCIMENTO
VAI VER E SENTIR-SE OLHADA
NO CORPO COM MAIS ASSENTO
domingo, 11 de julho de 2010
POR QUE SERÁ?
Certo dia do mês
A paixão forte
Ajoujado ao consorte
A comunhão se fez
A vida engrena
Dividindo espaços
Mas tenros abraços
Metamorfoseiam a cena
Eternamente,
Se correspondido
Porém, iludido
Não vi o indiferente
Se a voz fizesse eco
Logo, hoje estaria
De plena confraria
Sob igual teto
O destino, quiçá
Não quis
( Contigo ) Me ver feliz
Por que será?
A paixão forte
Ajoujado ao consorte
A comunhão se fez
A vida engrena
Dividindo espaços
Mas tenros abraços
Metamorfoseiam a cena
Eternamente,
Se correspondido
Porém, iludido
Não vi o indiferente
Se a voz fizesse eco
Logo, hoje estaria
De plena confraria
Sob igual teto
O destino, quiçá
Não quis
( Contigo ) Me ver feliz
Por que será?
É O AMOR?
O destino hilário
Fazia crer
Majestoso relicário
O que há de ser?
Amorável eloquência
Ignota também
Sequaz mainça
O convivente detém
Por excelência
A questão esquadrinha
Se na pura essência
Ou na vida minha
Deleite voluptuoso
Ostentando o tirânico
A desluzir o portentoso
No maísculo amorico
Um blasfemador
Ou bom catiço?
Será isso amor
Ou amor é isso?
Fazia crer
Majestoso relicário
O que há de ser?
Amorável eloquência
Ignota também
Sequaz mainça
O convivente detém
Por excelência
A questão esquadrinha
Se na pura essência
Ou na vida minha
Deleite voluptuoso
Ostentando o tirânico
A desluzir o portentoso
No maísculo amorico
Um blasfemador
Ou bom catiço?
Será isso amor
Ou amor é isso?
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