terça-feira, 3 de maio de 2016

FOTO


FOTO

 

Lembra aquele baú

Largado no porão

Quanta emoção..    

Lá reencontrei tu

 

Foto pequenina

Naquele baú biscato

Dois por dois, o formato

A encerrar olhar menina

 

Emoção ao descobrir

Linda que só vendo

Não compreendo

Por que te deixei ir..

 

Fico alegre e triste

Alegre por te encontrar

Triste a lamentar

Pois só na foto existe

 

Num devaneio brejeiro

Imagino-te sair do papel    

Que provarei teu mel

E vou sentir teu cheiro

 

Romântico é o desejo

Em sentir o calor

E o sabor

Do teu beijo      

 

Tua figura, um soneto          

Em audição que soa

Sonoridade que voa

Oh! pensamento dileto                              

                                                  

 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

SORRISO DE MULHER


 SORRISO DE MULHER

                                    No dia do sorriso

A CADA MILÍMETRO ÉS INTEIRA

POR TÃO INTENSO REALISMO

AO DESFRALDAR TUA BANDEIRA

EM HASTE DE ALTRUISMO

 

VERDADEIRA E GENEROSA

DA VIDA SOUBE QUERER

FEZ TEU MUNDO COR-DE-ROSA

COMO A NATUREZA FEZ VOCÊ

 

SE ABRES O SORRISO – PODES CRER         

NUM INSTANTE MEU ANSEIO FECHA

AH! PUDESSE TEU SORRISO COMBATER    

COM CERTEZA NESSA BRECHA

APARARIA EU CERTEIRA FLECHA      

PARA NOS TEUS BRAÇOS PADECER    

    

COMO UMA ORDEM À DETENÇÃO     

AO TEU SORRISO ME ENTREGO

SEM FORÇA DE MANIFESTA REAÇÃO        

CONFESSO..., NÃO NEGO

PELA PAIXÃO DESSE AMOR CEGO                             

ROGO! APRISIONA-ME EM TEU CORAÇÃO

segunda-feira, 28 de março de 2016

LIVRE AÇÃO


Ao estimado filho no dia do aniversário este apontamento para marcar ponto no momento que a chaira aquece o amolar do aço, o dog de plantão, já vai aparando no ar, por primeiro provar sem tempero o mamão cordeiro pronto a atiçar o braseiro e o caneco campeiro sem descanso, no suave balanço, prenuncio que aqui pra fora o dia não tem hora, Forte abraço              

LIVRE AÇÃO

É CHEGADA A OCASIÃO

A COMPREENDER

NA ÍNTEGRA

A AÇÃO DE ENTREGA

NA INTEGRAÇÃO

DA REAL ESSÊNCIA          

EM ESFERA EXISTENCIAL

NA CERTA ORIGINAL

O DISPENSÁVEL OFERTAR

UM PONTO A DESPERTAR

NA SUBLIME CONSCIÊNCIA

DA RENOVAÇÃO

EM SOLTAR AMARRAS,  

CORRENTES E LAÇOS

PORVENTURA ASFIXIANTES 

ATIVAR RELEVOS    

E DESPRENDER ALÇAS                

EM CONCEITO INSPIRADOR

DA VISÃO INTERIOR

TANTO MAIOR FOR

O DESCONHECIDO

BUSCAR ENTERNECIDO

O PALPITANTE!

NA LUCIDEZ!

EM VAZIOS PREENCHER

DE LATENTES VIRTUDES

BENFAZENTES

À MERCÊ

DE CADA CORAÇÃO


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

DESTINO


DESTINO

 

FINAL DE ANO..

EVENTO, ROTINEIRO

HOJE, O DERRADEIRO;

PARTÍCIPES, APORTAM

TANTOS VIERAM

SAUDAÇÕES ROLARAM

A OCASIÃO FORTUITA

AO LADO!.., UM SORRISO

AROMA, PENETRANTE

GLAMOUR, INEBRIANTE

SÓ UM SORRISO LINDO?

QUE NADA!, UM DESTINO!

A MÚTUA SINTONIA

NO QUE VIA E SENTIA   

REALMENTE UM FADO

ALI!, LADO A LADO

CADA METADE DA MAÇÃ

NA MAGIA DE UM IMÃ

A RETER OS PULSOS

COM RECEIO NO IMPULSO

ABRACÁ-LA JUNTO A SI

O COMPASSO É REFLEXÃO

MAS A MENTE INTRANSIGENTE

INTENSAMENTE PERSISTENTE

ACARICIAVA A TUA MÃO

MAIS QUE DE REPENTE!, UM PRESENTE!

AO VÊ-LA FRENTE A FRENTE!

NESTA VIDA NADA SE VIU IGUAL

O ENCONTRO, SIM, ESTE, VITAL!

SERIA PORVENTURA VOCÊ.., O MEU NATAL?!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

RETIRO


RETIRO

QUANDO SE DÁ CONTA

SENTE A VIDA VAZIA

METAS TRAÇADAS, DESVIA      

A REFLEXÃO, DISPERSA

O ANDAR, PARALISA

AO CRIAR, REPRISA

COMO ASSIM?

TÁ NA HORA?!, JÁ É O FIM!?

O LÁPIS, NADA ESCREVE..

A ORATÓRIA, CALA

NA PAZ, DESARMONIZA

MAS O QUE É ISSO? ISSO É BREVE?

É COISA RUIM?!,  É COISA BOA?!

O CANTAR, NADA ENTOA

OUVE, NADA ESCUTA

DRIBLA, NADA CHUTA

BRINDA, SEM TIM-TIM

AH!, ISSO AÍ SIM, É RUIM!..

UFA!, O ESPERTAR, ATÉ.., ENFIM..

O GRITO INTERIOR ECOA

PRENÚNCIO DE COISA BOA!

O PALADAR VAI TER

DO SABOR O GOSTO

E A LUCIDEZ DESTA VEZ                       

NO ESPELHO VÊ UM ROSTO!

OLHA AÍ!, JÁ MUDOU O TOM..

AH!, ISSO É MUITO BOM!

NO PEITO UM CORAÇÃO

EM VITAL PULSAÇÃO

EPA! SEM DÚVIDA!

AQUI TEM VIDA!

APENAS ILUSÓRIA EMOÇÃO      

DE MOMENTÃNEO ARREFECER

É A LEITURA PARA LER:

POUCA LUZ NA ESCURIDÃO

PARA! PENSA! LARGA TUDO E VEM!

UMA PAUSA FARÁ BEM

É O CONSELHO DE ALGUÉM:

É TEMPO A REFLETIR VAIDADES

NO RETIRO.., AS OPORTUNIDADES     

DE PRONTO, A BUSCAR AVALIAR

O VIÉS EVOLUTIVO DA VIDA

E ASSIM PARAR E PENSAR:            

QUE DOAR SABEDORIA                       

FORTALECE A EMPATIA

É A ALMA A CONSAGRAR

UMA A MAIS, LUZ, A BRILHAR!                            

 

domingo, 29 de novembro de 2015

PESCARIA


PESCARIA

                                                                                                                                           

DO NADA, DEU-SE O EVENTO

ERAM DOZE COMPANHEIROS    

RUMO AO RIO PESQUEIRO

A MEIA TARDE CHEGAMOS

ACAMPAMENTO MONTAMOS

ORGANIZADA A PESCARIA

EM MEIO A ALEGRIA

ANZOL E LINHA

MUITA ISCA NA LATINHA

PESCA BOA FOI PROFECIA

 

FOGO GRANDE, FEITO

O SOL JÁ ENTRANDO

ANZÓIS VOANDO

DE MÃO EM MÃO, A PINGA    

NO ESPETO, COSTELA MINGA

OREANDO, CORDEIRO MAMÃO

SÓ ESPERANDO A OCASIÃO      

DE IR À BRASA FORMANDO

PARA AO LONGE IR ASSANDO

ESPETO FINCADO NO CHÃO

 

LINHAS JÁ NA ESPERA

NÃO FALTAVA O QUE BEBER

O BATE-PAPO A ESTENDER

ATÉ QUE ALGUÉM GRITA

BÓIA PRONTA, TRAZ MARMITA!

FOI AQUELE SALSEIRO

MUTO PRATO CHEIO

ANDRE MUITO ESGANADO        

O FEZ TRANSBORDADO             

E SE AFASTOU PELO MEIO

 

SEM SUSTENTAR “UM QUATRO”  

E SEM MUITO APURO                 

SAIU MAIS PRO ESCURO

NUM MONTE DE TERRA DURA      

PRA SENTAR MAIS À ALTURA

SEMPRE PENSAVA VANTAGEM

TALVEZ EVITAR SACANAGEM

POUCO MAIS AFASTADO               

ANDRÉ ALI BEM SENTADO            

PRA ELE, ERA ISSO CORAGEM

 
 
O CUERA SEM DAR CONTA

SENTARA NUM FORMIGUEIRO

E COMO FICOU LIGEIRO

FOI AQUELA ALARIDA

LINHAS NO RIO ESTENDIDAS

JÁ SE FOI ENROSCANDO

DEBATENDO E ESMURRANDO

O PRATO NAS ÁGUAS ROLOU

A COMIDA NO RIO ESPALHOU

ANZÓIS FORAM FISGANDO

 

ANDRE SAIU CAMPO FORA

LINHAS, ANZOIS ARRASTANDO

TODO ENROSCADO FOI PESCANDO

DEBATENDO-SE COXILHA ACIMA

PARECIA LUTA DE ESGRIMA

PEIXES SALTITAVAM NA GRAMA

SINTILAVAM AS ESCAMAS

QUANTO MAIS SE AFASTAVA

MAIS PEIXES FISGAVA

SEM QUERER FEZ A FAMA

 

LARGADOS NO ACAMPAMENTO

VINTE E OITO DOURADOS

ERA ANZOL FISGADO

PRA TODO LADO

E AS FORMIGAS PICANDO

ERA DAQUELA MIÚDA

SÓ MESMO COM AJUDA

PRA BEM DE RESOLVER

A IDÉIA FOI BENZER

BENDITO GALHO DE ARRUDA   

 

RENDEU ESSA PESCARIA

TANTO NA QUANTIDADE         

QUANTO EM QUALIDADE      

MAS EM NOME DA AMIZADE

CÁ NA CIDADE

PARA EVITAR INTRIGA

A HISTORIA FOI ESQUECIDA

MAS GANHOU APELIDO

ANDRÉ FICOU CONHECIDO:

O PESCADOR DE FORMIGA

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 7 de novembro de 2015

A FLECHA



  
                                    
                               
                             Desenho: Luiz A. Colomby

Fala-nos a metáfora, na eloquência de linguagem; algumas coisas depois de atiradas, são ouvidos de mercador, não voltam, ainda que se peça. Duas delas são: a “flecha lançada” e a “palavra falada”. Porém, uma disparidade entre a flecha e a alocução. A flecha quando atirada, pode ou não consumar sua proposta, seja qual for o alvo. Entretanto, na força que conduz, a palavra quando lançada pode conter substância doce ou amarga, contudo, sempre acerta o alvo: o peito de alguém. Quando o atirador lança a secreção; ou acre ou drope, não errará! Acertará, com certeza o objetivo, ou seja, alguém a ser atingido. Interessante, nessa hora, é usar a transparência como insígnia e não se preocupar com o enredo. A trajetória da flecha é objetiva e se ela veio na tua direção, contemple a linha que sagra..

A FLECHA

Se a flecha te fez alvo

Descerra cortina da paz

Convida-a para entrar

Não a deixe ricochetear

Ou desviará do lugar

E ao perder-se na escuridão

Reencontrá-la, jamais

Flecha não voa sozinha

Esta contém endereço

Só chegou a você

Pra conhecer teu coração

Impulsionada pela emoção

Se pensar em devolvê-la..

Óh! ..

Que dó!

Por favor, tá..!, Sem dor!

Sem perder a mira

Convenções, não firas

E não a devolva envenenada

E sim, com o perfume das mãos

A suavidade do teu coração

Ao invés de tortura

Que se entranhe na ternura

A flecha que se atira não volta..

Mas se ricochetear no carinho

Ainda que só por um pouquinho..

Ela voltará em teu regaço

Sequiosa do meu abraço!